
Ouvre tes portes
reçois la vie chez toi
gonfle ton coeur de joie
il faut toucher les choses
bois ton vin
sens tes roses
suis les mots du poète
prends la vie, fais la fête
Ao contário do último concerto que vi do Rodrigo Leão, no claustro do Mosteiro dos Jerónimos, num Inverno bem frio, o Coliseu esta sexta estava a derreter de calor.
É difícil escrever o que sinto ao ouvir a sua música. E ao vivo ainda mais. Para além de me transportar a momentos muito bonitos e muito marcantes da minha vida, estas músicas são plenas, são cheias, são grávidas de sentimento e beleza. Eu acho que ele não precisava de fazer mais nenhuma música até ao fim da vida, que estas já são imortais e incansáveis.
Mais maravilhoso ainda, tem músicas em latim, português, francês, inglês, espanhol e neste último álbum até em russo. Tem convidados internacionais e bem queridos do público. Tem músicos exímios e tem uma cantora com uma voz fabulosa (a Ana Vieira)!
E sobretudo, ao vê-los em palco, há uma coisa que não muda ao longo dos tempos:
ele continua tímido e humilde; os músicos continuam a olhar para ele com admiração, como se ele fosse um Mestre; continuam também o tempo todo a tocar e a rir, a olhar uns para os outros felizes por estar ali; e no fim, continuam a abraçar-se e ele faz festinhas e dá beijinhos de apoio e gratidão aos músicos.
É incrível, vê-se que são pessoas felizes e têm um prazer imenso em estar ali.
São um exemplo que podemos transportar para muitas situações na nossa vida.
Tenho um orgulho enorme em Portugal, porque Portugal faz coisas destas! É dos melhores músicos que conheço e há que falar do que se faz de bom, em vez de só reclamar do nosso país. Na verdade, todos deviam ter a oportunidade de viajar só para constatar que se calhar Portugal é muito melhor em muitos aspectos.
Aqui fica a fantástica Passión, no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos (que ambiente!), que levou a plateia ao rubro.