(#22)




Querida. Veio-me hoje uma vontade enorme de te amar. E então pensei: vou-te escrever. Mas não te quero amar no tempo em que te lembro. Quero-te amar antes, muito antes. É quando o que é grande acontece. E não me digas diz lá porquê. Não sei. O que é grande acontece no eterno e o amor é assim, devias saber. Ama-se como se tem uma iluminação, deves ter ouvido. Ou se bate forte com a cabeça. Pelo menos comigo foi assim. Ou como quando se dá uma conjunção de astros no infinito, deve vir nos livros. Ou mais provavelmente esse tempo nunca pôde existir, que é quando realmente existe o que vale a pena existir.


Vergílio Ferreira, "Em nome da Terra", Bertrand Editora, 1990

Texto roubadinho do blog da Trama.

Kiss me, oh kiss me







Fotografia: Paulo Urbano de Carvalho, 2009

Este mês, Chiado, Porto, Paris!...


BD parte II




















Após muito tempo de espera, as crianças acabaram por ficar a brincar e quem foi pedir os autógrafos foram mesmo as adultas... Cheias de gibis e bonecos... hmmm... não sei afinal que idade tinha quem.





















Este senhor foi o máximo, muito simpático e bem disposto, ficou 2 horas a dar autógrafos com um sorriso e a desenhar bonequinhos!
E nós todas contentes, até foi esquisito ver o Maurício de Sousa, só o tinha visto quando ele se desenhava a ele próprio! Pelos vistos, o encantamento continua, o filho da minha prima aprendeu a ler sozinho com os gibis da Turma da Mônica.
Ele gostou muito dos nossos bonecos, perguntou onde os tínhamos comprado porque já não se fazem.


























E agora um deles tem um segredo, hihihihihi:

La fête


Ouvre tes portes
reçois la vie chez toi
gonfle ton coeur de joie
il faut toucher les choses
bois ton vin
sens tes roses
suis les mots du poète
prends la vie, fais la fête
Ao contário do último concerto que vi do Rodrigo Leão, no claustro do Mosteiro dos Jerónimos, num Inverno bem frio, o Coliseu esta sexta estava a derreter de calor.
É difícil escrever o que sinto ao ouvir a sua música. E ao vivo ainda mais. Para além de me transportar a momentos muito bonitos e muito marcantes da minha vida, estas músicas são plenas, são cheias, são grávidas de sentimento e beleza. Eu acho que ele não precisava de fazer mais nenhuma música até ao fim da vida, que estas já são imortais e incansáveis.
Mais maravilhoso ainda, tem músicas em latim, português, francês, inglês, espanhol e neste último álbum até em russo. Tem convidados internacionais e bem queridos do público. Tem músicos exímios e tem uma cantora com uma voz fabulosa (a Ana Vieira)!
E sobretudo, ao vê-los em palco, há uma coisa que não muda ao longo dos tempos:
ele continua tímido e humilde; os músicos continuam a olhar para ele com admiração, como se ele fosse um Mestre; continuam também o tempo todo a tocar e a rir, a olhar uns para os outros felizes por estar ali; e no fim, continuam a abraçar-se e ele faz festinhas e dá beijinhos de apoio e gratidão aos músicos.
É incrível, vê-se que são pessoas felizes e têm um prazer imenso em estar ali.
São um exemplo que podemos transportar para muitas situações na nossa vida.
Tenho um orgulho enorme em Portugal, porque Portugal faz coisas destas! É dos melhores músicos que conheço e há que falar do que se faz de bom, em vez de só reclamar do nosso país. Na verdade, todos deviam ter a oportunidade de viajar só para constatar que se calhar Portugal é muito melhor em muitos aspectos.
Aqui fica a fantástica Passión, no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos (que ambiente!), que levou a plateia ao rubro.