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Foto da Carla ;)


Há uns tempos atrás fizémos um Gourmet na Unidade Chiado cujo tema era o Dirty Dancing.

Foi uma barrigada de riso e dança, com saias a rigor e o momento inesquecível foi quando o Paulo e a Ritinha executaram na perfeição este mesmo passo!!!



Existe um vídeo! Sim! Mas acho que não me vão deixar publicar hihihi Atenção, eles fizeram ao mesmo tempo que o filme! Foi fabuloso!

Muitos suspiros provocou este senhor e eterno será este filme, pois todos já o vimos 400 vezes e sabemos as falas de cor. Eu e a minha irmã paramos tudo se virmos isto na televisão, até com esta idade, pedimos à mãe para nos trazer a comida ao sofá, pois já não conseguimos despegar do ecrã, como da última vez, não foi mana?


O céu deve estar animadíssimo por esta hora :)

Bonjour... et au revoir!




















Acabam aqui os meus dias em Paris. Para despedida, lembrei-me de fazermos um pic-nic na Pont St. André des Arts. Aqui as pessoas usam a cidade como querem. Basta levar uma toalha, copos, pratos, a guitarra, e faz-se a noite sobre o Sena.


Os alunos aqueceram-me o coração com tantos mimos e palavras e abraços sinceros, de obrigado e de volta sempre. Até me ofereceram prendas. E ter contribuído para a sua evolução foi o mais gratificante.





























Obrigada a todos os que me permitiram esta experiência, e que foram muitos, a bem ver. Os que me ofereceram o apoio, a passagem, os que me convidaram e depositaram o seu trabalho nas minhas mãos, os que me acolheram na sua casa como se fosse a minha, os que me substituíram nas aulas... Foi inolvidável (como diz uma certa pessoa que eu conheço :)).
Mas também é bom regressar a casa. É muito bom, mesmo.
Regressar aos braços dos que amamos. Às casas que conhecemos. Aos hábitos que construímos.
E também enriquecer com tudo o que aprendemos.
Perder outros hábitos. Mudar atitudes. Mudar perspectivas. Crescer.
Saber fazer escolhas e saber responder às escolhas dos outros. Com coragem, com amor, com sinceridade, com força, como me ensinaram. Encarar uma nova vida, e saber que "Tudo é para sempre", lá diz um álbum de uma banda portuguesa. E realmente assim é.

Bonjour, souvenir!



















Há muitos anos que não ia ao Louvre. Agora posso ver e perceber aquilo que já tinha visto e me tinha formado também enquanto indivíduo, ainda que criança.
Não vi tudo, nem quis. Observei algumas coisas que me faziam falta no momento.
Reparei na dimensão gigantesca dos quadro do David, realmente Mestre, é praticamente à escala humana e o mais perfeito é que todos os rostos têm expressões individuais, que contam histórias, numa perspectiva muito conseguida.











Quis reencontrar a Arte Grega, mas foi-me oferecida uma visão ainda mais extraordinária.



















Sem plásticos, ainda bem, porque é mesmo, mesmo bela.





















Ah... quase me esquecia. A Mona Lisa.





E, como que penetrando num reino encantado, chego ao Egipto. A arte que mais me inquieta. Maravilhosa, mágica, divinal, natural.




















Para o Pedro:


















Para o Paulo:


















E para mim, um pouco mais de alimento para a alma. No entanto, o tempo todo tive uma certa tristeza. Apesar de dar imenso jeito visitar tudo isto numa mesma cidade, parece-me tão injusto. O que é que estão ali a fazer frisos do Parténon? E o túmulo de Ramsés? E o próprio obelisco no meio da rua? Essas coisas pertencem às suas culturas, é lá que fazem sentido e que contam a sua história. As dimensões deste museu são assustadoras e demonstram uma força gulosa e injusta.
Mas, como eu, milhares de visitantes continuam a alimentar a riqueza da França.

Bonjour, équilibre!











Nos últimos dias em Paris, aproveitei ainda para conhecer Montparnasse. Uma das artérias que fez jorrar a vida nesta cidade. Aqui co-habitam lado a lado os primeiros teatros e cafés-literários, as ruas onde viveram, dançaram e cantaram seres inesquecíveis, e as suas campas no cemitério (este foi o cemitério mais estranho que já vi, fez-me pensar em muita coisa e em quão pequeno é o nosso imaginário quando criamos hábitos).
Infelizmente, presenciei um funeral e até na morte os franceses mantêm a estética e a ordem. Todos os presentes estavam bem vestidos, não choravam desalmadamente e tinham uma flor igual para depositar na campa - uma rosa branca.