Nas minhas mãos a madrugada
2008

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.
Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem, por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acendo cedo,
vou por Lisboa, maré nua
que desagua no Rossio.
Eu sou um homem na cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,
com a cidade se levanta.
Vou pela estrada deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresce na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
tudo o mau tempo no mar alto.
Eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.
E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada,
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.
Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também,
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem,
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis, que me quer bem.
Ary dos Santos
Feliz Ano Novo.
Cheio de possibilidades.

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.
Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem, por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acendo cedo,
vou por Lisboa, maré nua
que desagua no Rossio.
Eu sou um homem na cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,
com a cidade se levanta.
Vou pela estrada deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresce na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
tudo o mau tempo no mar alto.
Eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.
E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada,
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.
Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também,
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem,
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis, que me quer bem.
Ary dos Santos
Feliz Ano Novo.
Cheio de possibilidades.
sem nunca, talvez
2006

Há amor amigoAmor rebeldeAmor antigoAmor da pele Há amor tão longeAmor distanteAmor de olhosAmor de amante Há amor de invernoAmor de verãoAmor que roubaComo um ladrão Há amor passageiroAmor não amadoAmor que apareceAmor descartado Há amor despidoAmor ausente Amor de corpoE sangue, bem quente Há amor adulto Amor pensadoAmor sem insultoMas nunca, nunca tocado Há amor secretoDe cheiro intensoAmor tão próximoAmor de incenso Há amor que mataAmor que menteAmor que nada, mas nadaTe faz contente, me faz contente Há amor tão fracoAmor não assumidoAmor de quarto Que faz sentido Há amor eternoSem nunca, talvezAmor tão certoQue acaba de vez Há amor de certezasQue não trará dorAmor que afinalÉ amor, Sem amor O amor é tudo, Tudo istoE nada distoPara tanta gente É acabar de maneira igualE recomeçarUm amor diferenteSempre , para semprePara sempre
Donna Maria

Há amor amigoAmor rebeldeAmor antigoAmor da pele Há amor tão longeAmor distanteAmor de olhosAmor de amante Há amor de invernoAmor de verãoAmor que roubaComo um ladrão Há amor passageiroAmor não amadoAmor que apareceAmor descartado Há amor despidoAmor ausente Amor de corpoE sangue, bem quente Há amor adulto Amor pensadoAmor sem insultoMas nunca, nunca tocado Há amor secretoDe cheiro intensoAmor tão próximoAmor de incenso Há amor que mataAmor que menteAmor que nada, mas nadaTe faz contente, me faz contente Há amor tão fracoAmor não assumidoAmor de quarto Que faz sentido Há amor eternoSem nunca, talvezAmor tão certoQue acaba de vez Há amor de certezasQue não trará dorAmor que afinalÉ amor, Sem amor O amor é tudo, Tudo istoE nada distoPara tanta gente É acabar de maneira igualE recomeçarUm amor diferenteSempre , para semprePara sempre
Donna Maria
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