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Voltar do Brasil, pôr as visitas em dia.

A Mariana já sabe escrever o seu nome.


















O Miguel está enorme.


















E eu, apesar de continuar a receber as amigas em casa, com as mesmas gargalhadas de quando tínhamos 10 anos, a dizer parvoíces e a falar de gajos, como já fizémos mil vezes nesta cozinha, esta semana fi-lo enquanto cozinhei e passei a ferro a camisa de um desses gajos, que me deixa muito feliz por ter roupa dele cá em casa. Acho que a partir deste ponto já não há volta a dar. Estamos efectivamente crescidas. Claro que isto foi tudo feito com uma dose de azelhice que vê-se logo que somos mais meninas de lanchar um bongo e estrelitas, mas, amigas, se sobrevivemos a isto sem cair no cliché, está tudo muito bem. Eu não tenho dúvidas, porque continuamos a usar os mesmos all star - só que agora vêm de Nova Iorque!! Chique! ;)

Parabéns, meu príncipe.



O chão é cama para o amor urgente
Amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso a gente

Compõe de corpo e corpo a húmida trama -

















 
E para descansar do amor, vamos à cama.


(Carlos Drummond de Andrade)

Para a Cátia-Magali :)

RJ #07

No último dia, a ideia foi ir à praia, apesar do tempo não ajudar por aí além.
Terra encantada, como é que aqui não nasceria a bossa nova, os poemas mais lindos do mundo, as pessoas tão especiais.


















Molhar os pés em Copacabana.


















Conversar com Drummond.


















Pôr do sol em Ipanema, a mais bela praia.


















Encontrar com os amigos ao fim do dia.


















E dizer adeus à Cidade Maravilhosa, no dia a seguir, Ponte Niterói ao fundo, promessas de voltar com mais tempo.

RJ #06

Sempre tivémos muita curiosidade em conhecer o local onde a minha família viveu. Quando eu, a minha irmã e os meus pais viémos ao Rio, em pequenas, batemos com o carro quando nos dirigíamos para lá.
Desta vez, não podia perder a oportunidade.
A mítica Praça Onze, de que tanto ouvimos falar, foi onde viveram os meus bisavós, avós, mãe e tios.
Hoje em dia, ela já não existe como existia, pois foi destruída para dar origem à... Marquês de Sapucaí!
Pois é, a minha mãe vivia ao lado do sambódromo. Ele sempre foi por ali, primeiro na Av. Rio Branco, depois na Presidente Vargas, e no fim desta, a Praça Onze, onde construíram o actual sambódromo.
Curioso como uma festa de pobres é hoje em dia muito bem paga pelos ricos para assistirem.
A zona à volta é muito feia e pobre.
As origens pobres da minha família comovem-me. Delas saíram pessoas muito fortes, com garra e simplicidade. Ver este local (não sei como era há mais de 50 anos) comoveu-me e tentei imaginar os meus tios e a minha mãe a brincar por ali, muito felizes como me garante a minha mãe, com total liberdade para correr até onde a vista alcança, subir às árvores, brincar na rua.
Tenho certeza que a beleza é algo muito simples.


















Cristo ali em cima à direita. Parece que abençoa o fim do mundo.























Este monumento sinaliza onde era a antiga Praça.
De tarde, muitas pessoas passeiam por ali, para ver os carros que vão desfilar nessa noite, a segunda do Sambódromo. É um desfile algo estranho. Pessoas muito pobres, sujas, ainda sob o efeito do álcool do dia anterior, a dormir ali, a vender comida e bebida, fantasias...
Os carros, de perto, fazem-me lembrar os teatros antigos, quando os cenários eram de papel, desenhados à mão, meio toscos. Mas à noite transformam-se. Os carros e as pessoas. Emoção pura, onde todos os problemas se esquecem.
























O carro do King Kong, que depois no desfile ficou preso e atrasou a Escola 10m.!


















Protegidos da chuvinha!








































Na Presidente Vargas, à espera.


















Estas gruas são para colocar as sambistas em cima do carro!


















O carro da Grande Rio, escola afectada pelo incêndio na Cidade do Samba, perdeu quase tudo e refez muita coisa. As fantasias ficaram menos ricas, diferentes umas das outras, mas eles estavam lá, abriram o Desfile da segunda noite (estando fora da competição) e foi emocionante. A Comissão de Frente não tinha quase nada  (foi a mais afectada), os sambistas, maestros, cantores, a chorar e a sambar!...


Confesso que de tão perto, este ritual perde. O sítio cheira terivelmente mal, o rio que passa aqui está quase preto, as ruas têm coisas no chão que eu nem vou falar.
Mas, continua a ser:



RJ #02

Turismo.
A favela da Rocinha.
"É este túnel que de vez em quando eles fecham e assaltam todo o mundo. Se você estiver aqui à hora errada, pronto!", diz o António na maior calma. Silêncio na cabeça das portuguesas. Ahhh. Tá.


















Visita à Sede Histórica. Aqui tudo começou. Esta foi a primeira Escola da Rede DeRose. Tem 50 anos. É minúscula, num 3º andar de um prédio feio, sem placa a indicar o negócio. O Mestre DeRose vivia aqui, esta trave de madeira na parede era para apoiar a cama, que era a porta do armário que baixava, e assim não estragava o chão da sala de prática.



















Foi uma sensação muito boa, estar aqui.


O cofrinho onde os alunos punham o dinheiro que quisessem, pois DeRose não cobrava nada pelas aulas. Mítico. Encontrei escudos!










































Hoje a Escola tem mais de 100 alunos. Nada é impossível :)

RJ #01

04h00 da manhã e saímos de São Paulo.


















10 horas depois chegámos ao Rio!


















A Praia da Barra da Tijuca, chovia e ficámos um pouco desanimados... Mas vale sempre a pena :)
Os nossos anfitriões mostraram-me o que é apanhar uma balsa para ir para casa, mergulhar na Ilha da Gigóia, encontrar o silêncio no meio do Rio de Janeiro, ver a Pedra da Gávea da janela do quarto.




E assim começou um fim de semana especial.

Carta a Vinícius, 1971

Caro Poeta,

Recebi as duas cartas e fiquei meio embananado. É que eu já estava cantando aquela letra, com hiato e tudo, gostando e me acostumando a ela. Também porque, como você já sabe, o público tem recebido a valsinha com o maior entusiasmo, pedindo bis e tudo. Sem exagero, ela é o ponto alto do show, junto com o "Apesar de você". Então dá um certo medo de mudar demais. Enfim, a música é sua e a discussão continua aberta. Vou tentar defender, por pontos, a minha opinião. Estude o meu caso, exponha-o a Toquinho e Gesse, e se não gostar foda-se, ou fodo-me eu.
"Valsa hippie" é um título forte. É bonito, mas pode parecer forçação de barra, com tudo o que há de hippie à venda por aí. "Valsa hippie", ligado à filosofia hippie como você a ligou, é um título perfeito. Mas hippie, para o grande público, já deixou de ser a filosofia para ser a moda pra frente de se usar roupa e cabelo. Aí já não tem nada a ver. Pela mesma razão eu prefiro que o nosso personagem xingue ou, mais delicado, maldiga a vida, em vez de falar mal da poesia. A sua solução é mais bonita e completa, mas eu acho que ela dominui o efeito do que se segue. Esse homem da primeira estrofe é o anti-hippy. Acho mesmo que ele nunca soube o que é poesia. É bancário e está com o saco cheio e está sempre mandando sua mulher à merda. Quer dizer, neste dia ele chegou diferente, não maldisse (ou "xingou" mesmo) a vida tanto e convidou-a pra rodar. Convidou-a pra rodar eu gosto muito, poeta, deixa ficar. Rodar que é dar um passeio e é dançar. Depois eu acho que, se ele já for convidando a coitada para amar, perde-se o suspense do vestido no armário e a tesão da trepada final. "Pra seu grande espanto", você tem razão, é melhor que "para seu espanto". Só que eu esqueci que ia por itens. Vamos lá:
Apesar do Orestes (vestido de dourado é lindo), eu gosto muito do som do vestido decotado. É gostoso de cantar vestidodecotado. E para ficar dourado o vestido fica com o acento tendendo para a primeira sílaba. Não chega a ser um acento, mas é quase. Esse verso é, aliás, o que mais agrada, em geral. E eu também gosto do decotado ligado ao "ousar" que ela não queria por causa do marido chato e quadrado. Escuta, ô poeta, não leve a mal a minha impertinência, mas você precisava estar aqui para sentir como a turma gosta, e o jeito dela gostar desta valsa, assim à primeira vista. É por isso que estou puxando a sardinha mais para o lado da minha letra, que é mais simplória, do que pelas suas modificações que, enriquecendo os versos, talvez dificultem um pouco a compreensão imediata. E essa valsinha tem um apelo popular que nós não suspeitávamos.
Ainda baseado no argumento acima, prefiro o abraçar ao bailar. Em suma, eu não mexeria na segunda estrofe.
A terceira é a que mais me preocupa. Você está certo quanto ao "o mundo" em vez de "a gente". Ah, voltando à estrofe anterior, gostei do último verso onde você diz "e cheios de ternura e graça" em vez de "e foram-se cheios de graça". Agora estou pensando em retomar uma idéia anterior, quando eu pensava em colocá-los em estado de graça. Aproveitando a sua ternura, poderíamos fazer "em estado de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar". Só tem o probleminha da junção "em-estado", o "em-e" numa sílaba só. Que é o mesmo problema do "começaram-a". Mas você mesmo disse que o probleminha desaparece dependendo da maneira de se cantar. E eu tenho cantado "começaram a se abraçar" sem maiores danos. Enfim, veja aí o que você acha de tudo isso, desculpe a encheção de saco e responda urgente. Há um outro problema: o pessoal do MBP-4 está querendo gravar essa valsa na marra. Eu disse que depende de sua autorização e eles estão aqui esperando. Eu também gostaria de gravar, se o senhor me permitisse, porque deu bolo com o "Apesar de você", tenho sido perturbado e o disco deixou de ser prensado. Mas deu para tirar um sarro. É claro que não vendeu tanto quanto a "Tonga", mas a "Banda" vendeu mais que o disco do Toquinho solando "Primavera". Dê um abraço na Gesse, um beijo no Toquinho e peça à Silvina para mandar notícias sobre shows etc. Vou escrever a letra como me parece melhor. Veja aí e, se for o caso, enfie-a no ralo da banheira ou noutro buraco que você tiver à mão."

Chico Buarque

SP #07

Um pouco de passeio...

Rua Óscar Freire e arredores.





Unidade Plaza Sul




Parque Ibirapuera e Museu de Arte Moderna






















































































Sat chakra de Instrutores na Unidade Vila Olímpia























Complementação Pedagógica na Unidade Higienópolis


















Livros e iogurte com morangos, uvas, granola e chocolate, saxofonista a tocar na Av. Paulista


Aula de dança na R. da Consolação.



















Chove, chove, chove, a cidade adormece, eu deixo a porta aberta para entrar o cheiro da chuva e mais uma semana passa.