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3 de Março 2012


"Cedo o Homem descobriu que com o nascer do dia renascia a vida e, naquele instante, era todo o conhecimento que ele sentia-se compelido a contemplar. (...)
A pedra muda e dura anseia a transparência do cristal. No reino vegetal, a planta cravada à terra por suas raízes, expressa o impulso universal da vida, sua aspiração na direcção da luz e liberdade. Alcança seu apogeu pela flor, primeira revelação do Verbo Eterno, pela beleza. Porque a flor é plenitude, participa no Eterno por meio de sua perfeição. Sua semente se renovará, multiplicará e perpetuará, assim como nós, acima do Reino Animal, representativo do movimento e desejo, o quarto e soberano Reino, o nosso, o Homem; o único ser vivo da Terra que pronunciou Eu Sou...
Evoluiremos juntos porque nos foi ensinado que não terminaremos nossas experiências sem servir, nunca deixaremos de realizar, o fim não existe para aquele que anseia evoluir."

Frederico Guilherme Costa


Parabéns, Mãe. Amo-te muito e quero continuar a evoluir contigo, aprendendo com a tua força e delicadeza. Sê feliz.

With eyes completely open





















I've nothing much to offer


There's nothing much to take

I'm an absolute beginner

And I'm absolutely sane

As long as we're together

The rest can go to hell

I absolutely love you

But we're absolute beginners

With eyes completely open

But nervous all the same

"Mudam-se os tempos,


















mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."


Luís de Camões

Por amor entregar



















Alinhavar as células uma a uma
até termos um lençol de uivos
caído sobre o ar. Por amor, entregar
a voz, o corpo e a alma. Por amor,
desmaiar sobre o palco com a
depressão a escorrer-nos dos poros.

Tecer a pele e de súbito dizer:
dobra bem nas pontas a fome -
para que se ouça por dentro do gelo
a chama desabrigada dos dedos.
Por amor, entregar a voz, o corpo
e a alma. Desafinar até ao silêncio.

Tactear com a ponta dos calos
as rugas do tempo e no fim suspirar
de alívio. Afinal foi só desmaio.
Estamos vivos e insaciáveis como
as sombras quando adormecem
no colo do sangue. Por amor,
entregar a voz. Por amor entregar.


Maria Callas e Aristóteles Onassis
A Dança das feridas, Henrique Manuel Bento Fialho

Feliz Dia da Mãe!


















A Mãe recebeu de prenda uma coisinha ternurenta e linda, de olhos gigantes e peso pluma.
Tinha sido dada à adopção e agora tem nome de bailarina: chama-se Isadora e vai rodopiar pela casa toda :)


















Torna os dias mais floridos e traz ainda mais ao de cima a doçura da nossa mãe.
























E para celebrar o dia, fomos à Dança.


A Trama

Este texto é retirado do blog da Trama, a livraria mais linda de Lisboa, que fez um marco na história, acreditem. Aqui se passaram muitas coisas, que deram origem a muitas coisas, que lançaram muitas coisas, que marcaram muita gente. Tive o privilégio de ajudar um pouquinho a concebê-la e agora este ciclo acaba.
Parabéns e admiração à Catarina e ao Ricardo, guerreiros de um nobre ideal.




"rima com incontinência mas não tem nada a ver


Exmos. Senhores

A Trama Livraria, Lda. entrou em insolvência há escassos dias. Durante os próximos tempos entrará numa espécie de período de "liquidação" que tem por objectivo escoar todos os livros que foram adquiridos (em segunda mão, maioritariamente) ao longo de mais ou menos três anos de trabalho.

Suponho que o nosso encerramento seja uma surpresa para muitos - sobretudo para aqueles que não têm aparecido mas, para dizer a verdade, estava na cara.

Como todos sabemos, nenhum negócio vive de amigos, primos, vizinhos ou entusiastas. Um negócio, qualquer que ele seja, precisa de clientes para poder cumprir com um sem fim de obrigações que passam pela renda, pelos impostos, pelas contas (água, luz, net, telefone, essas coisas) e, com sorte (não a nossa, convenhamos), pelos ordenados.

Como podem ver não fomos bem sucedidos - isto se acreditarmos nesse conceito misterioso chamado "sucesso". A meu ver - e se nos seguem há tempo suficiente bem sabem que aquilo que acho serve de pouco ou nada - fomos muito, muito bem sucedidos. Falhou o guito. Falharam várias coisas, todas passando pelo guito.

Durante três anos fizemos tudo quanto podia ser feito - concertos, leituras, conversas, edição de dois livros, teatro, festarolas, cinema, actividades infantis e sabe-se lá mais o quê. Todas estas coisas foram feitas, essencialmente, por acreditarmos que eram necessárias, pese embora nunca tenham sido lucrativas. Mas que se lixe, não estávamos nisto pelo lucro e, imaginem, nem sequer somos de esquerda. O objectivo sempre foi o mesmo, desde essa tarde de 2007 em que concebemos a Trama, até há uns meses atrás: fazer aquilo de que gostávamos e em que tínhamos alguma experiência, continuar a aprender e... partilhar. Fúria juvenil, ímpeto irracional, inexperiência, falta de jeito para o negócio, chamem-lhe o que quiserem.

Não queremos que lamentem, que tenham pena, que nos consolem. Não estamos arrependidos e, creio, fazíamos tudo outra vez. Talvez agora soubéssemos uma ou duas coisas que tornariam este desfecho diferente... mas a verdade é que se as tivéssemos sabido há mais tempo, a Trama, como a conhecem, nunca teria existido.

Um erro, sim

mas belo

belo
belo
belo

Não queremos que se sintam culpados. Mas se se sentirem também não faz mal.


Até já"