Só para dizer que...


Depois de semanas muito intensas, hoje fiquei a ouvir a chuva pesada e decidida que caíu de repente. Está calor. Vejo a electricidade roxa que rasga os céus e ouço tranquilamente o trovão forte e os pingos violentos que caem na janela. Deixo-me ficar na cama sozinha. Tarde perfeita.

(#19)


"Conto a Christine
como se cruza a trama de descobrimento da vida natal (aquela que ensina a achar o resultado verdadeiro): uma chave que um raio de sol ilumina, ficou à beira da mesa; pego na chave e vejo, noutro móvel, um cofre; desce sobre mim a ideia de que a chave que tenho na mão abre esse cofre; corro a lingueta da sua fechadura; dentro, há chaves maiores com que me volto para uma porta; abro essa porta e aproximo-me de uma janela que dá entrada num espaço - solo neutro onde está sobre um tapete uma moeda de cobre; pego na moeda, e meto-a na fenda da próxima porta; movo-me com segurança por entre pensamentos alternativos, com a certeza de que a ideia seguinte penetrará ainda mais no íntimo, e é o resultado de eu ter seguido o raio de sol no início."
Maria Gabriela Llansol
E até tem a palavra trama. Mas não foi mesmo por isso que escolhi este excerto.
Obrigada.

Só para dizer que...


Só para dizer que...

Se há quadro que me emociona, é um Vieira da Silva.






Mas depois... Leio o nome dela. As emoções transformam-se um bocadinho. Perante o museu, não perante o quadro, entenda-se.

Bonjour, nourriture!






































































































É tão bom quando a vida entretece caminhos.
Lavei a alma.
:)
























(ou, como utilizar um Yves Klein para outros fins)

37, Rue de la Bûcherie


Só para dizer que...
























é bom ter a visita da mana e da mãe :)



Como recepção, a Cátia tocou piano na Shakespeare & Co e o primeiro livro que abriu ao acaso tinha um bilhete escrito em português...































Respondemos, é claro.

Bonjour, egrégora!















Este fim de semana o Mestre Carlos Cardoso visitou Paris!
Um pedaço de paraíso, reencontrar amigos de toda a Europa e Brasil e re-viver o seu famoso sat sanga (reunião em boa companhia, em sânscrito).
Um sat sanga tem sempre um carácter didático, é feito à noite e, entre mantras, aproveita-se para contar histórias, conhecer a mitologia e aprender sobre muita coisa.
O evento teve lugar no Espace Energie, e aqui fica um beijinho para o Zé e a Filipa, que o organizaram, e para as "minhas" alunas parisienses que também foram.








Obrigada ao Mestre Carlos, pelas suas deliciosas composições para mantras, que me transportam sempre aos mais queridos lugares da memória, em que os vocalizei na companhia de pessoas muito, muito especiais.

Bonjour, éblouissement!
























































Liliana e Bruno

2009







































Com um grande beijinho para os noivos.














Fotografias do Casamento: Paulo Freitas.

Bonjour, beauté!

Finalmente fui ao Museu D'Orsay.


















Realmente lindo, logo à partida, pelo espaço - esta antiga gare é muito bonita e o corredor central dispõe harmoniosamente as esculturas. Senti-me como se tivesse entrado numa casa bem decorada e não num museu, o que é bom.


















No entanto, não pude deixar de sentir que este é o Museu-Best-Of, ou seja parece que só tem aquelas obras que toda a gente conhece!... Tem pelo menos um quadro famoso de cada autor. Enfim, mas claro que também tem o resto.

























Pude ver muitas obras que estudei e que me surpreenderam e isso deixou-me muito, muito feliz. Ter a capacidade de ser surpreendida por um quadro nos dias de hoje é sinal que o quadro é mesmo bom. Ainda para mais se for um quadro que já conheço. Perante alguns fiquei sem fôlego! E vi que não fui a única.

Como por exemplo,


























este. É impossível demonstrar pela foto quão magnânime é o quadro. Pelo tamanho, mas sobretudo pela luz.

Ou este, não fazia ideia das dimensões deste quadro:



















Ou deste:


















Ou que o Corbet (que pintou os dois anteriores) também tinha pintado este!


















A luz deste quadro é mesmo linda ao vivo:

















O que eu mais amo, quando observo quadros, é aproximar-me o mais possível da pintura e ver as pinceladas. O sentido da curva, a pressão do pincel, a quantidade de tinta, as camadas, como é que o quadro é à distância de quem o pinta, quase que sinto o respirar do pintor e ouço os seus pensamentos e a atenção dada. Adoro observar a assinatura. Ser o pintor.











Esta é a Igreja que aparece no meu post "Bonjour, campagne!"


Adoro Toulouse-Lautrec e estão aqui umas pérolas!

















O Teatro de Sombras do Chat Noir.
:)